quinta-feira, 27 de junho de 2013

Por que a proposta da Cura Gay é perigosa?

Reclamação corrente entre os manifestantes, o projeto intitulado de "Cura Gay" ainda causa muita confusão entre as pessoas. O grande problema em torno da proposta não é tão literal e eu vou tentar explicar porque esse é um retrocesso na mentalidade brasileira.

Primeiro, como muitos não sabem, a proposta não é do Senhor Marco Feliciano, mas do senhor João Campos. Isso, porém, não faz com que as queixas não recaiam sobre nosso querido Presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH). Assim como as insatisfações com o Governo recaem na pessoa da Presidente Dilma, assim também acontece com Feliciano. E isso é justificável E esperado.

Pois bem, existe um vídeo (muito bem produzido), feito pelo presidente da CDH, em que ele justifica a proposta da "cura gay" como sendo uma proposta que RETIRA do texto a cura gay e permite que os psicólogos possam exercer seu livre arbítrio, expressar suas opiniões e estudar sobre a homossexualidade (que, concordo, pouco se sabe).

Leiam o texto da proposta:
PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº DE 2011
(Do Senhor João Campos)
Susta a aplicação do parágrafo único do Art. 3º e o Art. 4º, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999, que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual.
O CONGRESSO NACIONAL DECRETA:
Art. 1º Este Decreto Legislativo susta o parágrafo único do Art. 3º e o Art. 4º, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999.
Art. 2º Fica sustada a aplicação do Parágrafo único do Art. 3º e o Art. 4º, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999, que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual.
Art. 3º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.
Então, a proposta refere-se a eliminar dois pequenos trechos da resolução que diz sobre o exercício da profissão dos psicólogos brasileiros. Ok. Vejamos os trechos: (as minhas marcações eu explico abaixo)

“Resolução nº 1/1999

  • Art. 3° - os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.
  • Parágrafo único - Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.
  • Art. 4º - Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.” 


Bom, como Marco Feliciano bem disse em seu vídeo que tem rodado na internet, realmente a proposta retira o único trecho no texto que fala da "CURA GAY", mas não em benefício dos homossexuais como ele afirma.

A partir do momento em que se retira o parágrafo único do Artigo 3º, os psicólogos passam a ser permitidos de falar sobre Cura Gay e voltar a questionar a PATOLOGIA da homossexualidade. Isso passa a acontecer quando permite-se propor tratamento e cura da homossexualidade. O que isso significa? Que fica permitido voltar a questionar se homossexualidade é doença.

Como não é uma condição INCAPACITANTE, ou que significa FALTA DE SAÚDE do ser humano, a homossexualidade não PODE e não É considerada doença. Permitir que essa discussão volte à tona é como retirar da lei brasileira (não sei bem como isso está encaixado nos meandros da legislação) a proibição de se discutir superioridade entre raças. As ideias de Hitler, de que a raça ariana era superior às demais, há muito não são discutidas (na maioria da sociedade, pois sabe-se que existem grupos neo-nazistas). Assim, como permitir que se volte a falar de superioridade entre raças (que, inclusive, é um conceito que tem caído por terra), permitir que se volte a questionar se a homossexualidade é uma doença é, além de uma regressão intelectual enorme, uma carta branca para o preconceito.

Marco Feliciano também justifica a proposta como sendo uma possibilidade de as pessoas que quiserem procurar ajuda, possam fazê-lo. Pois vejam, isso já é permitido: "nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados". Se você é homossexual e quer procurar ajuda psicológica, você será atendido. Não será "curado" (não há cura para o que não é doença), mas será ajudado.

Quanto ao Artigo 4º, já está bem explicado acima. Porém, vale ressaltar que voltar a se falar na classificação da homossexualidade como doença é permitir que o preconceito (que ainda é muito grande) se dissemine na sociedade brasileira.

O texto do Conselho não exclui a possibilidade dos profissionais estudarem a homossexualidade. Não restringe a liberdade de expressão dos psicólogos. Apenas impede que se traga à tona uma questão que, há muito, foi banida, comprovada, lacrada, selada: HOMOSSEXUALIDADE NÃO É DOENÇA!

Mas o que é então? Somente estudando essa situação/opção/orientação/condição é que se saberá. E, com a profissão regulamentada do jeito que está hoje, os psicólogos podem ter certeza de que estão livres pra isso.

ps: Mais um exemplo: como se voltassem a falar que canhotos são "anormais". Hoje se sabe que ser canhoto não é nada demais... mesmo não se podendo falar nos canhotos como aleijados, anormais, mal formados, ainda se pode falar deles e estudar porque algumas pessoas são canhotas e outras destras.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Por que bebês anencéfalos morrem logo depois do parto?

Bom, para começar não é bem isso que acontece. Vamos por partes.

Recentemente temos acompanhado a discussão acerca da descriminalização do aborto de fetos anencéfalos. O que significa isso? Significa que, se for aprovada a ação, cabe à mãe gestante decidir se quer ou não manter o bebê em seu corpo durante os nove meses de gestação. Ou seja, ela fica livre para escolher se quer ou não abortar.

Por que ela quereria abortar? Expliquemos.

O embrião é formado por várias partes que irão dar origem aos membros, aos sistemas e aos órgãos do corpo do bebê. Logo nas primeiras quatro semanas de gestação pode ocorrer uma má formação do tubo neural, que é uma dessas partezinhas responsável pela formação do cérebro. Quando isso acontece, o feto pode apresentar ausência total ou parcial desse órgão vital.

Como assim? 

Sim, isso mesmo. Nem todos os bebês diagnosticados com essa má formação apresentam perda total do cérebro e, por isso, não irão morrer assim que nascerem. Alguns fetos apresentam, ainda, pedacinhos cerebrais responsáveis por funções como respirar, fazer o coração bater, etc. e que mantém o organismo vivo.

Porém, com partes cerebrais ou não, a expectativa de vida desses bebês é curta. Segundo site especializado em Anencefalia , 25% dos bebês que resistem até o fim da gestação morrem na hora do parto. Outros 50% vivem não mais que algumas horas e 25% sobrevive por mais de 10 dias. São raros os casos em que há uma vida prolongada.

Em 2008, no Brasil, assistimos ao desenrolar do caso Marcela que tomou conta dos noticiários. Marcela nasceu com apenas alguns pedaços do cérebro, mas conseguiu sobreviver por um ano e 8 meses fora do útero.

A questão é que, vivendo pouco ou não, o destino de todos esses fetos com má formação é a morte precoce. Não é possível ter uma vida prolongada sem esse órgão essencial à vida. Infelizmente isso é um fato. 

No caso do diagnóstico de anencefalia (que é possível a partir do terceiro mês de gestação), fica a pergunta: qual mãe quer dar a luz a um filho com "data de validade"?

O aborto espontâneo já é considerado um choque para a gestante. Pior deve ser o sentimento de que "se meu filho conseguir sobreviver até o fim da gestação, ele não viverá durante muito tempo".

Sendo assim, a discussão a favor ou contra a descriminalização do aborto de anencefálos é uma decisão simples: se caberia ou não aos pais decidir passar por esse sofrimento. 


Caso a ação seja aprovada, caberá, unica e exclusivamente à mãe decidir se consegue ser forte o suficiente para aguentar nove meses de expectativas e dar à luz a um feto que, se não estiver morto, morrerá em poucos dias.

sábado, 3 de março de 2012

Por que a cerveja choca?

Quando colocamos mais cerveja na geladeira do que aguentamos beber, sabemos que aquele espaço no refrigerador é um espaço perdido.

Todo mundo sabe que se colocar a cerveja gelada na temperatura ambiente de novo pode estragá-la. Mas por que isso acontece?

A resposta é simples, para quem entende como é o processo produtivo da bebida.

Então, vamos lá.

O processo produtivo da cerveja envolve água, malte, lúpulo e leveduras. O malte é um produto rico em açúcar resultante da germinação parcial dos grãos da cevada, um cereal. Já o lúpulo é um tipo de planta da família das trepadeiras com grande quantidade de resinas amargas.

Após a adição de água ao malte, a mistura é aquecida (para facilitar a dissolução) o que resulta na transformação do amido do malte em açúcar, resultado do trabalho de suas próprias enzimas. O lúpulo é então acrescentado e a mistura fica "cozinhando" durante algum tempo.

A essa mistura são acrescentadas as leveduras (uma espécie de fermento) que são microrganismos que vivem a vida a transformar açúcar em álcool, num processo chamado FERMENTAÇÃO. Além disso, durante esse processo são liberadas substâncias que conferem o gosto característico da bebida.

Bom, como as leveduras vivem de fermentação, literalmente, é preciso pará-las em algum momento. Esse momento depende do tipo de cerveja que estamos produzindo... se ela é mais doce, mais amarga, com maior ou menor teor alcoólico. 

Chegou a hora de frear as doninhas. Como fazer? Resfriando a mistura. 
E assim ela fica durante algum tempo onde também irão ocorrer algumas reações de esterilização.

Após esse processo a cerveja passa por filtração, adição de estabilizantes, antioxidantes e CO². Se for chopp, está pronto. Se for cerveja, a mistura passa por um processo de pasteurização para dar maior estabilidade ao produto. Assim, a cerveja "dura" mais tempo na prateleira do que o chopp, que tem que ser consumido em 15, 20 dias.

O processo de pasteurização também funciona através da queda brusca de temperatura. A mistura é aquecida durante certo tempo e rapidamente resfriada para dar maior estabilidade ao líquido.

Bom, ao final disso tudo:  O que a minha cerveja e o meu refrigerador têm a ver com isso?

O processo de produção da cerveja envolve uma série de reações químicas que são ativadas e paradas através da mudança de temperatura. 

Então, quando você pega sua cerveja geladinha e a coloca na prateleira, para dar lugar ao pudim ou à salada de frutas, você pode estar ativando uma reação química (como a fermentação, por exemplo). Isso pode alterar o teor de álcool, a concentração de açúcar, de CO² e principalmente alterar o gosto da sua cerveja.

Simples, não é?

quinta-feira, 1 de março de 2012

Por que é que Jesus nasceu de uma Virgem?

Bom, essa pergunta não é fácil de responder. Como diz respeito à crença religiosa, sempre haverá discussões e polêmicas em torno dela.

Sem desrespeitar a religião e a fé de cada um dos meus leitores, vou tentar responder a essa pergunta, que tanto me assombrou desde pequena, da melhor forma possível e de acordo com as informações que consegui obter. 

Como uma mulher virgem seria mãe de um bebê (mesmo sendo ele o Messias)?

A resposta que eu encontrei foi a seguinte. Existem duas palavrinhas em hebraico: Almah e Bethulah. Esses dois amontoados de letras têm um significado um pouco dúbio. Expliquemos.

A palavra Almah significa juventude, e deriva de uma outra palavra que significa "esconder, ocultar". Alguns acreditam que essa derivação ocorreu porque as meninas jovens eram cobertas com panos para manterem-se escondidas dos olhos dos homens. 

A palavra passou a ser usada para designar mulheres solteiras em idade para casar. Como na época "mulher solteira pra casar" = "mulher virgem", algumas pessoas entendiam que Almah  era sinônimo de virgem. E é realmente provável que essa palavra tenha sido usada com esse sentido na época.

Ok. Segundo passo. A palavra Bethulah, por outro lado, tem um sentido mais ligado à virgindade da mulher. Significa uma mulher em idade e em condições de casar, ou seja, virgem.

Bom, mas o que isso tem a ver com a Virgem Maria? Tudo.

Quando a Bíblia foi traduzida, essas duas palavrinhas mágicas foram compreendidas como sinônimos, quando  na verdade não o são. Em todo trecho em que elas apareciam a palavra VIRGEM era colocada no seu lugar pelos tradutores de diversas línguas.

A questão é que, no livro de Isaías, onde há a frase referente à futura mãe de Jesus,

"Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel".

o autor do livro (Isaías) usou a palavra Almah. Em todos os outros trechos, também traduzidos como VIRGEM, a palavra Bethulah foi empregada. Ou seja, o autor mudou a palavra na hora de escrever, o que significaria que ele queria mudar o sentido empregado nas outras frases.

De qualquer forma, a palavra Almah não tem um sentido explícito de virgindade, mas implícito. Seu sentido real está ligado à juventude.

Assim, responde-se à pergunta de uma forma polêmica: a tradução foi feita "errada"*. 

Maria não deveria ser Virgem por obrigação para conceber Jesus (talvez fosse antes de se casar), mas sim jovem!

Erros de tradução são mais comuns do que pensamos... como por exemplo o caso de Adão e Eva. No livro original está escrito que a mulher nasceu de um dos lados de Adão, e não de sua COSTELA, como lemos na Bíblia traduzida.

*errada é um pouco pesado, por isso está entre aspas. O que quero dizer é que ela pode ter sido feita sob os padrões de pensamento da época, em que ser jovem e solteira implicaria ser virgem.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Por que vazamentos de óleo são tão perigosos?

Recentemente têm-se acompanhado casos de vazamento de óleo em mares, rios, lagos, pelo mundo afora. Sabe-se que esses acidentes levam à morte de diversos animais e que são uma ameaça ao meio ambiente. Ok. Mas por quê?

A grande questão em torno do vazamento de óleo - em especial o petróleo - é que ele é um líquido menos denso do que a água, o que significa que ele não afunda. Como os dois também são substâncias que não se misturam, forma-se uma película de óleo sobre a água do mar, rio, lago ou onde quer que o vazamento tenha ocorrido.

Alguns óleos, inclusive, têm a capacidade de se espalhar tanto, ao ponto de a película ter a altura de apenas uma molécula. Isso quer dizer que uma pequena quantidade de óleo consegue se espalhar por uma área enorme.

Ok. Mas e o quê isso tem de ruim? Tudo.

O oxigênio (O²) que existe na água, em sua maioria, entra ali pela superfície do líquido. Ou seja, através de trocas gasosas com a atmosfera. Esse oxigênio é essencial para a vida dos espécimes vivos que lá habitam e que respiram usando O².
Como a película de óleo não permite a passagem desse gás, após um certo tempo sua concentração tende a diminuir e os seres vivos, que necessitam dele para viver, morrem por asfixia.

A película de óleo, principalmente a de petróleo, também bloqueia a passagem de luz, necessária para a realização da fotossíntese (outra forma de respiração), e causa a morte daqueles seres que vivem dessa forma, como as algas, por exemplo.

Como se não bastasse, o óleo também adere às penas das aves impedindo-as de voar e à formação do colchão de ar entre as penas. É que, para se esquentar, esses animais mantém uma camada de ar que evita a troca de calor com o ambiente e funciona como uma barreira térmica. Sem essa barreira, as aves podem morrer de hipotermia, ou melhor, de frio. Quando não, acabam  intoxicadas ao tentar se limpar.

O óleo também gruda nas brânquias dos peixes (órgãos utilizados para respirar) matando-os por asfixia e, quando ingerido pelos animais, pode matá-los por intoxicação.

Respondido?

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Por que o ouro é tão raro?

Simples, porque ele é um átomo de 79 prótons e 79 elétrons, ou seja, um gigante no mundo dos seus iguais. Oi?


Vamos seguir pelos meus pensamentos...

Eu sabia que o ouro é raro porque é difícil de ser "produzido", assim como o petróleo. Pronto. 
Essa era a minha verdade universal até que um dia li algo parecido com isso: "Ouro é um recurso finito". Isso me fez pensar um pouco.

Pensando na minha verdade universal isso não faria muito sentido. Pensemos. 
O petróleo é um recurso finito. Certo. Mas não se pensarmos em bilhões de anos (óbvio). Supondo que houvesse outro grande soterramento de animais e que esses corpos ficassem durante bilhões de anos na temperatura e condições ideais para tal, seria possível produzir mais petróleo. Certo?

Sim, pode ser que até lá a Terra já tenha sido engolida pela explosão do Sol e não existir mais (já que a sua explosão está prevista para os próximos 5 bilhões de anos). Mas havemos de concordar que essa possibilidade existe.

Mas com o ouro não! Essa é a questão! Nem que a Terra continuasse queimando magma no seu interior pelos próximos 500 mil bilhões de bilhões de anos, o ouro não apareceria ali. O  átomo Au não pode ser produzido no interior quente e derretido da Terra nem de nenhum outro planeta, mas somente no interior de estrelas, corpos incandescentes com energia saindo pela culatra.

Você aí, pode parar de bolar seu plano infalível de escavar o Sol, porque não basta ser estrela para produzir ouro. Nosso centro do Sistema Solar não tem tamanho suficiente para produzir metal tão caro, ops, raro.

Como o núcleo de ouro é muito grande (tem 79 prótons), necessita-se de muita energia para juntar outros átomos menores, resultando nessa maravilha brilhante e tão cobiçada. Ou seja, necessita-se de uma estrela gigantesca e com muita energia pra gastar.

O que isso significa? Bom, para mim significa que nenhum Midas existiria de verdade (não entendeu?: clique aqui ).
Brincadeiras à parte, isso significa que todo o ouro que nós conhecemos (e desconhecemos) hoje, chegou aqui junto com as outras bilhares de partículas e átomos distintos em uma grande nuvem gasosa que originou a Terra.


Incrível né?

Por que fazer esse blog?

Primeiramente, seja muito bem-vindo ao meu blog.

A razão pela qual decidi começar a escrevê-lo é simples e só tem um porquê: minha curiosidade. A partir de agora, quando eu decidir procurar a explicação para alguma coisa, irei também compartilhar minha dúvida e as respostas encontradas com você.

Fica bom assim?